Emagrecimento Definitivo

Este blog foi criado para que eu possa trocar experiência com pessoas nas mesmas condições e nos ajudar mutuamente

Quinta-feira, Outubro 12, 2006



Obesidade - Começando pela cabeça

Emagrecer ou engordar, além dos fatores já vistos, podem existir os psíquicos. A gente sabe que nosso corpo produz várias substâncias com funções específicas e entre elas, ligados à obesidade, estuda-se a dopamina, o neurotransmissor das sensações de recompensa e do prazer, tais como comer, sexo, amor, reprodução e etc. Em tese, as pessoas com receptores normais de dopamina não engordam com facilidade tendo os seus centros de controle do prazer mantidos em equilíbrio. Ao contrário, as com pouca recepção de dopamina descarregam, por assim dizer, na comida a sua sensação de prazer imediata. Substâncias como o álcool, cocaína e nicotina, estimulam a dopamina, razões suficientes para levar também ao vício. Entretanto, esse campo de pesquisa ainda não é conclusivo e não se sabe se é a falta de receptores a causa da obesidade ou a obesidade é a responsável pela diminuição de receptores. Quem surgiu primeiro? O ovo ou a galinha? Teoricamente o excesso de comida levaria o cérebro a produzir muita dopamina levando a sua falência tal como acontece com o diabetes tipo 1 por falência do pâncreas em não produzir insulina. A mais das vezes, os moderadores de apetite atuam sobre os neurotransmissores dopamina e ou a serotonina como por exemplo, os anorexígenos ou, em menor escala, os estimulantes da saciedade. Um outro fator a ser levado em conta é o emocional. Pesquisas bem conduzidas pela Unicamp revelam que 75,5% dos pacientes com obesidade mórbida (mais de 40 no IMC), comem compulsivamente em conseqüência de ansiedade e depressão com altas taxas de transtornos de humor como se tivessem na TPM indefinidamente. De madrugada, atacam a geladeira. Por isso, é preciso dar um tratamento diferenciado a quem come compulsivamente e a quem não come. Ou seja, primeiro trata-se a cabeça, depois o corpo.